quarta-feira, 29 de julho de 2009
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portugesa (V)
Os hiatos são sequências de vogais que pertencem a sílabas diferentes.Foram eliminados os acentos circunflexos nos hiatos dos seguintes casos:oo – enjoo, perdoo, magoo, voo, abençoo;ee – creem, deem, leem, releem, veem, preveem.
O acento circunflexo continua valendo para sinalizar o plural dos verbos ter e vir e seus derivados: eles têm, eles vêm, eles retêm, eles intervêm.
antes vôo enjôo vêem lêem
agora voo enjoo veem leem
Postado por Prof. Fabiano às 20:32 0 comentários
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portugesa (IV)
• Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
• Regra Antiga: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
• Como Será: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
Observações:
• nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
• o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
Postado por Prof. Fabiano às 23:21 0 comentários
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Música: Súplica Cearense
Segue abaixo a letra da música "Súplica Cearense" da banda O Rappa, tente entendê-la, questione sobre o assunto tratado nela, analise-a com carinho.
Súplica Cearence - O Rappa // Composição: Luiz Gonzaga
Oh! Deus,perdoe esse pobre coitado,que de joelhos rezou um bocado,pedindo pra chuva cair,cair sem parar.
Oh! Deus,será que o senhor se zangou,e é só por isso que o sol se arretirou,fazendo cair toda chuva que há.
Oh! Senhor,
pedi pro sol se esconder um pouquinho,
pedi pra chover,
mas chover de mansinho,
pra ver se nascia uma planta,
uma planta no chão.
Oh! Meu Deus,
se eu não rezei direito,
a culpa é do sujeito,
desse pobre que nem sabe fazer a oração.
Meu Deus,
perdoe encher meus olhos d'água,
e ter-lhe pedido cheio de mágoa,
pro sol inclemente,
se arretirar,
retirar.
Desculpe, pedir a toda hora,
pra chegar o inverno e agora,
o inferno queima o meu humilde Ceará.
Oh! Senhor,
pedi pro sol se esconder um pouquinho,
pedi pra chover,
mas chover de mansinho,
pra ver se nascia uma planta no chão,
planta no chão.
Violência demais,
chuva não tem mais,
corrupto demais,
política demais,
tristeza demais.
O interesse tem demais!
Violência demais,
fome demais,
falta demais,
promessa demais,
seca demais,
chuva não tem mais!
Lá no céu demais,
chuva tem,
tem, tem, não tem,
não pode tem,
é demais.
Pobreza demais,
como tem demais!(Falta demais),
é demais,
chuva não tem mais,
seca demais,
roubo demais,
povo sofre demais.
Oh! demais.
Oh! Deus.
Oh! Deus.
Só se tiver Deus.
Oh! Deus.Oh! fome.
Oh! interesse demais,
falta demais...!
Postado por Prof. Fabiano às 16:42 1 comentários
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Música: Aquarela de Toquinho
Assista e mande seu comentário sobre o que achou da música. Para ajudar, a letra vai junto.
Aquarela - Toquinho
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer.Eu desenho um sol amarelo.E com cinco ou seis retas.É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno.Da mão e me dou uma luva.E se faço chover.Com dois riscos.Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta.Cai num pedacinho.Azul do papel.Num instante imagino.Uma linda gaivota.A voar no céu...
Vai voando.Contornando a imensa.Curva Norte e Sul.Vou com ela.Viajando Havaí.Pequim ou Istambul.Pinto um barco a vela.Branco navegando.É tanto céu e mar.Num beijo azul...
Entre as nuvens.Vem surgindo um lindo.Avião rosa e grená.Tudo em volta colorindo.Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está.Partindo, sereno e lindo.Se a gente quiser.Ele vai pousar...
Numa folha qualquer.Eu desenho um navio.De partida.Com alguns bons amigos.Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra.Eu consigo passar num segundo.Giro um simples compasso.E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha.E caminhando chega no muro.E ali logo em frente.A esperar pela gente.O futuro está...
E o futuro é uma astronave.Que tentamos pilotar.Não tem tempo, nem piedade.Nem tem hora de chegar.Sem pedir licença.Muda a nossa vida.E depois convida.A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe.Conhecer ou ver o que virá.O fim dela ninguém sabe.Bem ao certo onde vai dar.Vamos todos.Numa linda passarela.De uma aquarela.Que um dia enfim.Descolorirá...
Numa folha qualquer.Eu desenho um sol amarelo(Que descolorirá!).E com cinco ou seis retas.É fácil fazer um castelo(Que descolorirá!).Giro um simples compasso.Num círculo eu faço.O mundo(Que descolorirá!)...
Postado por Prof. Fabiano às 23:25 0 comentários
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portugesa (III)
Trema
O trema foi abolido de todas as palavras da língua portuguesa. Essa marcação servia, originalmente, para destacar a pronúncia do u nas combinações que, qui, gue e gui.
A partir de agora, portanto, escreve-se aguentar, alcaguetar, ambiguidade, bilíngue, cinquenta, consequência, eloquente, enxágue, equestre, frequentar, linguiça, linguística, pinguim, sequestro, tranquilo, ubiquidade, etc.
Porém, o trema é mantido em nomes próprios estrangeiros e suas derivações, como Bündchen, Schönberg, Müller e mülleriano, por exemplo.
antes cinqüenta tranqüilo enxágüe pingüim
agora cinquenta tranquilo enxágue pinguim
Postado por Prof. Fabiano às 23:26 0 comentários
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Construção - Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir,A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir,Por me deixar respirar, por me deixar existir,Deus lhe pague,Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir,Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir,Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,Deus lhe pague,Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir,E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir,E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,Deus lhe pague
Postado por Prof. Fabiano às 21:38 0 comentários
Fábula de Esopo - Leia a fábula abaixo e reflita sobre a moral da história

Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre da cegonha com seu bico comprido mas pode tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.

Assim que chegou, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: "Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro".
Moral: Trate os outros tal como deseja ser tratado.
Fábula de Esopo
Postado por Prof. Fabiano às 16:53 1 comentários
Analise minuciosamente a imagem
Olhe atentamente a pintura "O Grito" do norueguês
Edvard Munch e descreva-a para alguém nos mínimos
detalhes.
Postado por Prof. Fabiano às 16:22 0 comentários

